Pinheiro: glossário pessoal

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
por Nuedos


Em meio à sala, eis o pinheiro de Natal: previsível e solitário, como a vida de muitos humanos.


Ao ver um pinheiro, só me ocorrem os centros comerciais apinhados de consumistas.


Pinheiros naturais ou pinheiros artificiais? O que importa são os mimos, dizem os miúdos.


A identidade visual do pinheiro indica síntese de opostos: bosque frio e pirâmide ensolarada!


Em minha interioridade, o pinheiro cheira futuro a cumprir desejos.


A Inquisição de Lisboa e a de Coimbra ceifou Pinheiros.


Dicionários registram o vocábulo já no século XIII. É, pois, contemporâneo do gótico inglês, da Carmina Burana alemã, do álcool para uso medicinal, do surgimento das alianças de noivado, do Parzival d'après Eschenbach, de Afonso II, da canonização de António de Pádua e da utilização das penas de ganso no scriptorium monacal.


P.S.: Feliz Natal, pinheiro! E a todos os que me lêem!