O que me faz humano
terça-feira, 08 de fevereiro de 2005
por Nuedos
Caminhava distraído e, ao ouvir o seu nome, despertou-me o amor sem justificativas ou pudores. A simples menção de seu nome, sim, de seu nome lançou-me à mágica circunstância de seu estar no mundo. Alcancei seus passos dedicados entre semelhantes, imaginei seus feitos surpreendentes no fluir do calendário, extasiei-me com insuspeitas emoções a espreitar-me sobre os ombros. E preparei-me para o encontro com o amor (no íntimo, sabia-o surpreendente como obra de arte imemorial e, assim, despojei-me para abraçá-lo e homenageá-lo). E, desde o primeiro instante, poupei expectativas de nos engolfarmos pelos tentáculos do desejo. E admirei cada fragmento do mosaico em que o seu ser se estampava (secretamente, temia não usufrui-lo na multiplicidade de seu estar comigo). E ansiei por novos retornos para desvendar-lhe a beleza serena. E pautei novos encontros com todo o meu ser disponível. E cerquei-me atento aos gestos de suas mãos e ampliei meu tempo para ouvir-lhe a voz. Desobrigado de tudo o que todos aclamavam, eu o amo por mim. E, como desde sempre, continuo a me sentir humano pelo prazer de senti-lo meu, amor!

Muito humano. Gostei!
Escrito por Jorge | 09/02/2005 01:14
Envolvi-me silenciosamente nesse mar de sentimentos.Grato
Escrito por memento | 09/02/2005 12:12