O vocábulo deriva do lat. tardio mania, -ae, originado do gr. mania (loucura), por sua vez formado a partir do verbo mainomai (enraivecer-se, ficar furioso).
Loucura. Etimologicamente, o ato de enraivecer-se, de enfurecer-se.
Interessante observar que, em latim, além de mania significar loucura, Mania para as crianças era um nome de “bicho-papão”. Na religião dos romanos, a mãe dos Lares era chamada de Mania. Mania, -ae é o feminino de Manius, -i, e ambos derivam de mane, do antigo manus (bom). Manes, -ium também deriva de manus, designando bons espíritos.
Lares eram divindades adoradas em Roma. Originalmente seres humanos elas próprias, viveram na Terra e, tornando-se espíritos puros depois da morte, pairavam ainda sobre a habitação em que uma vez moraram para vigiar sobre sua segurança e para guardá-la com cuidado, assim como um cão fiel cuida dos bens de seu dono. Haviam diferentes classes de Lares: Urbani protegiam cidades, Familiares protegiam casas e famílias, Rustici protegiam o campo, Compitales os atalhos, Marini o mar, Viales protegiam as estradas etc.
De acordo com o escritor romano Apuleio (circa 120-180 d.C.), os daemonis que uma vez habitaram, como almas, corpos humanos, eram chamados Lemures — este nome então designou, em geral, o espírito separado do corpo. Tal espírito, se adotava sua posteridade — se tomava posse, com força positiva, da residência de seus filhos — era chamado Lar familiaris. Se ao contrário, por causa das faltas cometidas em vida, não encontrava no túmulo um lugar de descanso, ele aparecia para os homens como um fantasma; inofensivo para os bons, mas terrível para os mal intencionados — como um “bicho-papão”. Neste caso era chamado Larva. Porem, como não havia um meio de apurar precisamente qual seria a sina de uma pessoa falecida, se havia se tornado Lar ou Larva por exemplo, era costumeiro dar ao morto a denominação geral de Manes.
Terá a loucura associação com os fantasmas de nossos ancestrais?