Diario de ferias – 1

Zurich Flughafen: no pais dos relogios, o relogio interior ta confuso.

A babel da Bahnhofstrasse se derrete ao sol e dilui a fria imagem alpina da memoria.

Basel serve de degrau para Dornach com o Goetheanum: Steinerwegg, jardins de alfazema, abelhas e luz intensa. A sombra do carvalho branco, um nectar aplaca a sede: Holunderbluten. Pelos corredores, a magia das vozes do coral e, nas maos, a das tintas vegetais.

Cruzar fronteiras, margear lagos, adentrar em Liechtenstein. A sombra do castelo do Principe, em Vaduz, as memorias dos amigos distantes.

No sereno Klosterhof de St. Gallen, as volutas barrocas da Stiftsbibliothek agucam o olhar sobre relicarios e caligrafias carolingeas.

Surpresa? O lago volta a ser rio em Stein am Rhein com fachadas medievais ilustradas, brilhando ao sol… e um barco de flores no cais como despedida.

Neuchatel alinha seus palacetes ocres “como escavados num bloco de manteiga” no dizer de Alexandre Dumas. Na cidade velha, telhados pontiagudos contemplam o lago. Na igreja do Colegiado, o esmaecido afresco gotico aquieta o verao em nosso olhar.

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