Arquivo de agosto de 2004

Diario de ferias – continuacao

domingo, 15 de agosto de 2004

Zug eh o lago com cisnes, patos, passaros e a cidadela medieval com castelo e fosso, inclusive.

O Promenade acena para os Alpes. Nas ladeiras, ecos sustentam a marcha decidida. Memorias e descobertas se alternam. Imagine so: um estrondo e vinte e seis casas do Unteraltstdt afundaram! Calma… isto foi em 1435!

No Landesmuseum de Zurich, mais iluminuras, pergaminhos e livros medievais. E um almoco vietnamita ao som… dos Beatles. It’s summer, after all!

Ao longo do Limmat, erics perambulam sem impedimentos, tracando caligrafias (s)untuosas sobre as pedras. Na folha da amoreira, a peluda lagarta, regisseur anonima, estende suas patas ao Sol… e confirma a previsivel sazonalidade de tudo e de todos…

Uma imagem… somebody

domingo, 15 de agosto de 2004

O rumor da brisa destaca a vontade, enquanto a alma se ilumina e se fortalece.

Uma imagem… something

domingo, 15 de agosto de 2004

A respiracao ofegante enrijece o corpo, enquanto a alma confabula e se defende…

Diario de ferias – 1

sábado, 14 de agosto de 2004

Zurich Flughafen: no pais dos relogios, o relogio interior ta confuso.

A babel da Bahnhofstrasse se derrete ao sol e dilui a fria imagem alpina da memoria.

Basel serve de degrau para Dornach com o Goetheanum: Steinerwegg, jardins de alfazema, abelhas e luz intensa. A sombra do carvalho branco, um nectar aplaca a sede: Holunderbluten. Pelos corredores, a magia das vozes do coral e, nas maos, a das tintas vegetais.

Cruzar fronteiras, margear lagos, adentrar em Liechtenstein. A sombra do castelo do Principe, em Vaduz, as memorias dos amigos distantes.

No sereno Klosterhof de St. Gallen, as volutas barrocas da Stiftsbibliothek agucam o olhar sobre relicarios e caligrafias carolingeas.

Surpresa? O lago volta a ser rio em Stein am Rhein com fachadas medievais ilustradas, brilhando ao sol… e um barco de flores no cais como despedida.

Neuchatel alinha seus palacetes ocres “como escavados num bloco de manteiga” no dizer de Alexandre Dumas. Na cidade velha, telhados pontiagudos contemplam o lago. Na igreja do Colegiado, o esmaecido afresco gotico aquieta o verao em nosso olhar.

Impedir (lat. impedire, segurar os pés)

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

– Não faz barulho… eles estão aí ao lado e podem ouvir!

– …

– …

– Eu só queria olhar os seus pés!

Pe(r)dido

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Você me pediu prá eu falar menos,
eu me calei.

Você me pediu prá eu não insistir,
eu me sentei.

Tudo o que você me pediu,
eu aceitei.

Agora dá prá me fazer um favor?

Chega mais cedo!

Última ca(r/n)tada

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Fica mais um pouco!
E, devagarzinho, vai ver que o meu corpo
não é tão feio assim!
E pára de dizer que meus beiços o afogam.
Vai ver que é só sinusite, bem!
Esse frio na barriga é que te deixa confuso, Varela!
Fica…A gente vai ser só felicidade…
A cartomante me garantiu!

Rap All

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Aparece lá! Mais tarde fica mais animado: é só fuleirage!

Alefbet I

segunda-feira, 9 de agosto de 2004

Birra: s.f., quando a gente quer, quer, quer.
Garoto: s.m, teimosia diária.
Gostoso: s.m., muitos e longos abraços.
Lágrima: s.f., calda dos olhos.
Pele branca: s.f., Barminán, é um perigo no sol.

Declaração desassossegada

sábado, 7 de agosto de 2004

Basta de estar martirionete de seus caprichos! Basta!

A capricheira morde-me por dentro,
enquanto sua querena me floreteia as ancas,
e capturo seus cheiros perfumulantes.

Quero, exijo fungatinhar seu corpo,
adivibocanhar suas coxas,
lambisbilhotar seu umbigo,
chupreciar-lhe o suor…
Sonho ficar indolendo a geografia de suas orelhas
E adormecer prostaradinho nesse mafuá de pêlos.
Basta de espezinhotear meu coração!

Posso?!