Arquivo de setembro de 2004

Dica para os que são chegados – 2

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Comece dizendo que para a Astrologia nada é indiferente: nem mesmo a indiferença dela. Depois sorria e é só esperar!

Dica para os que são chegados – 1

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Respira meio assim (como que gripado), capricha no olhar, morde o canto da boca e sussurra: perdão! É a conta: ganha a mina y tal y cousa!

Sonho confesso

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

(humilde) Um dia ainda vou ter um texto teletransportado para o Copy & Paste.

Sabedoria para encerrar o mês

quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Tudo é preciso: vento, fruto, bicho, paixão!

Embora feio o anão de jardim queria ser feliz

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

para A.L.

Era uma vez um anão de jardim feito de pedra, cimento e cal e as pessoas lhe diziam:
– Como és feio! Como és horripilante!
E repetiam isso sempre, sempre, sempre, sempre e sempre.
O anão feito de pedra, cimento e cal clamou aos céus:
– Dai-me esperanças para ser feliz para sempre!
Então o D’us dos anões de jardim o tornou ainda mais feio e desengonçado e rídículo do que se-podia-imaginar.
Desesperado o anão de jardim feito de pedra, cimento e cal chorou muito. As estrelas o ouviram chorar e lhe fizeram companhia durante aquela noite. Pela manhã um vendaval arrastou triunfalmente o anão de jardim feito de pedra, cimento e cal para o jardim real bem no centro do lago e ficou muito parecido com chafariz. Mas só parecido.
A filha do rei e suas criadas surgiram para o banho matinal pois no céu não havia mais cumulus nem cirrus nem nimbus e então se despiram e entraram nuas no lago e o anão de jardim feito de pedra, cimento e cal não conseguia acreditar: nadavam em sua direção.
E aí a princesa falou:
– Será que é um chafariz?
E as criadas responderam em coro:
– É óbvio que não! Se fosse um chafariz haveria um buraco para sair água como num chafariz!
Daí a princesa começou a apalpar o anão de jardim feito só de pedra e cimento pois a cal já se derretera em meio a tanta água. Em sua mente buscou palavras para descrever pormenorizadamente a princesa que o apalpava e não conseguia pensar enquanto o cimento se desfazia.
Aí a princesa sorriu e falou:
– Vamos levá-lo para o meu quarto que eu quero casar com ele!
E assim se fez.
Mas antes de levar o anão de pedra para o quarto ele já tinha virado um anão de verdade.
No quarto então ele se transformou em um príncipe ainda feio mas como a princesa também era feia deu certo e eles se casaram com alianças de ouro e bolo de marzipã e gostavam de nadar no lago.

As portas de entrada que uso em minha vida

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Estamos nesse planeta para aprender. Além de simplesmente citar o fato, abro minhas portas de entrada e deixo a luz entrar. Como a natureza permite isso? Nossa mente, “psique”, consciência, alma, nosso espírito — enfim, o nome que preferir — aprendem com nosso corpo. Não é preciso recorrer a argumentos religiosos para dizer que a alma sem corpo, quando não está “vivendo” no planeta, não pode aprender. Os empiristas já diziam não haver nada em nossa mente que não tenha passado por nossos sentidos.

Antonio Damasio, eu seu mais recente livro, “Em Busca de Espinosa”, escreve sobre as emoções e os sentimentos. Segundo ele, as emoções se passam no “teatro do corpo” e antecedem os sentimentos, que se passam no “teatro da mente”. Sem o corpo, a mente é incapaz de produzir sentimentos. Minhas portas de entrada são de “carne e osso”.

Como diria Santo Agostinho

terça-feira, 28 de setembro de 2004

[...] “Vai,seu animal, quero ver você falar agora que prefere o calor!”, in Wunderblogs.com

Solitárias paisagens

terça-feira, 28 de setembro de 2004
  • De sustenidos e de acordes o salão estava cheio, enquanto o meu coração insistia em ecoar silêncios. Só os vestígios de tâmaras quebravam a monotonia da toalha adamascada.

  • Na sala de bate-papo, você implorou o meu e-mail. No e-mail, você me implorou para esquecê-lo!

Outras paisagens

terça-feira, 28 de setembro de 2004
  • Caminhava e contava estrelas. Descobri-me, sem modéstias, dono de todo o céu.

  • De Angola a Cabo Verde, passando por Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Timor, tudo a se renovar, novar, ar!

  • Rosadamente, o olhar e o coração dialogam como flautas ao entardecer.

Propedêutica – II

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Nunca se deve perder de vista
os interesses pois se perdemos
de vista os interesses ficamos
pobres
nos bolsos e até quem sabe
remotamente no espírito
Uma tragédia! mas que podia
ser ainda pior
Essa é a maior prova desde os
tempos babilônicos que
as perdas irreparáveis de fortuna
e de ambição resultam desse sono
ou dessa miopia temporários
Se não tivéssemos perdido de vista
os interesses ainda
estariamos não pobres
Nunca se deve perder de vista
os interesses como pode acontecer
pois disso depende também
nossa fortuna nossa ambição
o que em algumas ocasiões
depende do acaso
o que é também difícil de se lidar.

// sent by Asyd Iqob, mestre(?) babilônico