os céus não me deixaram
ser feliz
(como quem come peras no Minho)
me deram
lágrimas insistentes
para não vê-la
esgueirei-me
por ruas
pelo travesseiro
por trás de portas
por intervalos de conversas
ela também se esgueirou!
porquê?
falar
para mim mesmo
ouvir-me
até quando?
queria
abrir
a janela
e
ver
tudo brilhar!
temo o vizinho
chamar-me de ridículo!