Somewhere over the rainbow (que chatice!)

Eu acabava de entrar em casa, ansdionti. Tava cansadim. Depois do longo e penoso dia (ai de mim, trabalhador brasileiro!), ainda me pediram para opinar sobre um texto dulçuroso, seguido de um extra ispicial: avalie a mensagem! Naquela hora me senti pirdidim e com uma enorme vontade de, de, de ficar dendapia ou de chorar tradaporta. Senti até mesmo, confesso, um nigucim meio Hulk, the green one, a mexer nas minhas tripas! Para mim, bastou! (alguém aí mencionou arrogância?). Olhei para a minha vida, olhei o texto, pensei e questionei: denduforno ou badacama? (o texto, não eu!).
Já na banheira, argumentei: o que leva pessoas a acreditar (e a escrever, o que é pior) reflexões melosas como antídoto para o espanto civilizatório? E, pior ainda, acreditar que a tal mensagem do texto fortalecerá o leitor vitimizado pela azáfama da vida? Ô trem doido, ! Ô trem feio! Óiuchêro de Therapy Culture (cfr. Frank Furedi).
Creio em literatura como recriação de imagens cotidianas ampliadas por esforço e disciplina interiores. Não em adjetivos doces, suspirentos, como se alinhados na fila do pondiôns, à espera do auto-intitulado escriba. Alguém, por aí, já disse ser a literatura suor, trabalho, e não livre-associação barata? É provável que sim! Na banheira, tudo se aclara, Nossinhora! Com o dentifrisso na iscodidente, sonhei uma Internet Literature Database ou algo-que-o-valha! Sorri. Seria um fórum privilegiado para, para… Meu D’us, prõnóstãvínu? O melhor era ter paciença! Sonho, então, com verbetes de um Dicionário Literário (em vários e diversos volumes). Quinada! Empacaria no verbete Mensagem. A água da banheira está esfriando e taquainaóra do jantar! Amanhã eu penso melhor!

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