A vida é comovente (lat. commovere, mover muito, agitar, emocionar, enternecer), porquanto labutada, repleta de futuros, de sentimentos e de olhares delicados e corretos. Assim, desprezo com veemência todas as traduções (na teoria e na prática) da vida como algo de melancólico, em que a patologia de lágrimas, soluços e gemidos substitua a expressão de plena alegria, natural ao espírito humano. Chega de condescendência com a banalização da pieguice! A vida não rima com afligir-se, lacrimejar, lamentar, suplicar, prantear. Isto tudo é covardia, deslealdade para com o Plano Original da Criação. Eu lhes pergunto: Não basta o milagre de estarmos vivos e conscientes para nos regozijarmos com a plenitude da luz?
Que a proclamação do 3º Domingo do Advento se torne imperativa nas fibras do coração de cada ser humano. É o meu desejo sincero!