Excertos de diário (quase) cinzento

  • Assim, inopinadamente, tornei-me modelo de resposta. Incomoda-me o prejuízo causado a outros. Estou a mudar, estou a mudar.

  • O silêncio constrange, porém o falar incita-me a dizer menos sobre o essencial. E isto é o diabo!

  • Você esperava provas sobre a seminalidade da vida. Hesito! Ocorre-me apenas um ou dois motivos para prantear toda a má sorte deste episódio.

  • Frugal nas intenções para o novo ano. Descomedido nas lembranças do que poderia ter sido. Afinal será isto medo?

  • Nada das suposições fazia sentido. Então, a regra é pautar-me conforme o desamor.

  • Férias constam do calendário, é verdade. Mas só no calendário. E são inúteis conforme o meu humor variável.

  • Acordei com emoções de impossível tradução. Valha-me! Ainda há o resto do dia para recolher asneiras.

  • Não sei. Repito, nada sei. E acho que saber tudo é besteira. Aliás, só sei besteiras, confesso!

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