(Giancarlo)
E ele entrou no bar com a bunda de fora, bêbado e drogado, querendo matar o dono. Então, alguém lhe disse:
– “A placa diz bar de respeito. Por favor, sem excesso!”
Envergonhado, o elemento levantou as calças e pediu uma pinga.
(Eric)
Alemanha, ou Tyskland, como ele diz, é o seu destino. De bicicleta, o rapaz dentuço, ruivo, de costeletas cacheadas e com um “s” no nome percorre o mesmo caminho de seu avô: saiu das terras baixas, muito longe do céu, sem ninguém saber o motivo.
Um motivo ele tem, mesmo sem saber qual foi o do avô. Chegará na estalagem outrora pertencente à sua avó — foi onde seu avô estacionou sua bicicleta pela última vez — e lá o rapaz terminará seus dias. Terminará. Terminará tomando um porre.
(anônimo)
O fado é sempre uma desculpa para aquecer-me o inverno!