Repensando a biografia

(reflexões antroposóficas)

A adolescência inaugura o despertamento de duas forças independentes: uma puramente corporal, a da sexualidade (impulsos sexuais), e outra profundamente anímica, a do amor (Eros, o deus grego do amor).
Graças às forças de Eros é que, desde a adolescência, sentimos apreço e admiração pelo outro, intuindo-lhe o ser profundo e suas qualidades.
Esta fonte de amor e ternura, ao mesmo tempo, estimula a criatividade tanto de quem ama, quanto de quem é amado.
Até mesmo a saúde do ser humano, entendida como a faculdade de assumir problemas e fazê-los evoluir para uma solução, está diretamente fundamentada nessa força de Eros.
Se a natural aspiração de reencontrar, no cotidiano, uma imagem humana idealizada é reprimida, sentimos profunda decepção. Afloram, então, em nossas almas forças de autodestruição.

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