E se quisessem os deuses, que este tão ilustre e tão numeroso público leitor saísse hoje tão desenganado do blog, como vem enganado pelo blogueiro (ou bloguista?). Ouçamos a história e ouçamo-la toda, que toda é a vida a nos pregar peças e, quem sabe, a nos fazer de vítimas (que é o mais comum e certo!).
Lá pelos idos dos anos setenta, em Praga, nasciam Ennver e Joey. E cresciam como grama feliz sob o Sol e comiam geléia de tudo-quanto-é-fruta. Mas nem engordaram (que inveja) e nem se tornaram morenos ou certeiramente desejáveis. Só cresceram. E, então, como é bom que aconteça com adultos em tempo de desesperança, não perderam o hábito de presentear amigos. Deles ganhei um sorriso. E afagos.
Depois, Ennver passou a buscar amigos. Sentia-se uma criança do medo. Tão sofrido, tão alheio! E Ennver se distraía com Massive Attack. Chill out, sabe como é, né? Joey, bem… bebia ocasionalmente e buscava notícias de parentes mortos. Tsk, tsk. Não sei como lhes falar!
Juntos, Ennver e Joey não valiam nada. Separados, eram só a crônica do vir-a-ser. Till the end of time.