Vou contar uma história!

Era uma vez um escritor que assim que escrevia apagava, e todos
lhe diziam:
Você é um fantasma caolho!
E lhe davam as costas e não lhe ofereciam nem uma fatia de bolo!
E quando ele começava a apagar os textos, as mesmas pessoas
lhe atiravam pedras e bitucas de cigarro.
Um dia então, quase ao cair da noite ele decidiu não mais escrever.
E ao se deitar sentiu o seu peito estufar:
era a esperança que brotava igual a salsinha em seu coração.
Incomodado resolveu reclamar com o rei (Ai de mim!) os direitos
de escritor que nunca lhe foram outorgados. E foi bem rápido!
A confusão se formou pois o rei era também o cozinheiro
do castelo e quando lhe sentiu o cheiro de salsinha fresca
resolveu que queria ela toda para temperar uns bifes
para o banquete real. Como não cedessem e como o escritor que
escrevia e apagava corresse muito decidiram que a prova
da corrida da salsinha deveria estar presente
também nas Olimpíadas daquela época. O rei era muito bonito mesmo
e lamentou-se de verdade de não ter tido semelhante idéia antes
e por isto disse bem alto para todos os membros da corte:
De hoje em diante, a corrida da salsinha será o cartão postal
de meu reino e pagaremos tributos ao escritor que escrevia e
apagava!

Mas bem antes de fazer esta proclamação o rei ofereceu a mão e
também todo o resto de sua filha princesa que era muito
bonitinha para o escritor que escrevia e apagava que aceitou
porque ele também gostou da princesa filha do rei.
Depois o agora genro e o rei seu sogro ficam inventando pequenas
histórias e comem bifes com salsinha e também fumam bastante.
E a história acaba assim!

Os comentários estão fechados.