Charles Lutwidge
Carolus Ludovicus
Lewis Carroll
Arquivo de janeiro de 2005
Individualidade
terça-feira, 18 de janeiro de 2005Xô
terça-feira, 18 de janeiro de 2005Quando digo sim, quero dizer sim. Quando digo não, quero dizer não. By the way, xô!
Mais uma história
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005(ao Júlio Kaplar e Eric Nielsen, com gratidão)
Vivia outrora um menino, na verdade um pequeno dragão, num castelo com inúmeros aposentos recheados de ventanias. O reino do ar impunha-se-lhe como domínio exclusivo: da fragrante baunilha roubada dos doces às coloridas pipas enfunadas no céu, das palavras sonolentas dos contos de fadas à quente brisa marinha no resgate de conchas. O ar, ele o sabia secretamente, era a morada do inefável, apenas visível na egoísta dimensão dragontina. Depois de muito tempo, o menino continuou a colecionar bolhas de sabão para arejar-se e ao mundo.
Um dia chegou o arauto do rei, trazendo mensagem com um tear de notas musicais de um maestro húngaro e rimas de um poeta dinamarquês. E o já velho menino dragão sorriu ao ouvi-la.
Contam que, além da mensagem, mais não poderia ser dito. Contudo, existe a profecia segundo a qual a mensagem se tornaria hino a dragões de todos os tempos. E eu o divido com vocês:
Cheiro de baunilha no ar
Conchas do verão
Como quando se diz
Tudo vai passar
Pelo coração
Letras de giz
Sonhos de aniz
Voar como um dragão
Buscar calor na emoção…Menino venha brincar
Com pipas passear
Correr, andar
Um castelo avistar
Menino vai brincar
Sair no mundo e dizer
Ouvir falar
O arauto do rei
Menino vai brincar
Belas imagens trazer
E o coração acender.Pipas coloridas no azul
Bolhas de sabão
Como quando se diz
Tudo vai fluir
Pelo coração
Eu quero sim
Só para mim
Depois deixar no chão
Outro calor, outra emoção…
Hermetismo “take away”
domingo, 16 de janeiro de 2005A larva que cobre tudo indaga: “Eat goes you?”
Chuva
domingo, 16 de janeiro de 2005Intriga-me a tristeza do céu. Que notícias o alcançaram para o fragoroso pranto se instalar?
Apelo para a Humanidade
domingo, 16 de janeiro de 2005É muito importante ler isto aqui. Obrigado!
Hiato – IV
sábado, 15 de janeiro de 2005Hanna é sonâmbula em meu coração. Eu me disfarço num instante. O tempo nos serve de lição.
Hiato – III
sábado, 15 de janeiro de 2005Um olhar pelo campo se fez diário da vida. Árvores, pedras e até mesmo você repousam em minha escrita.
Poesia vã
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005é manhã:
palavras
despertam
abertas
vão
lamentam
silêncios
emudecem
a mim
palavras
adormecem
sem dor
Vou te dizer o que deve fazer
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005Se preocupava tanto com o que dizia
que deixou de dizer o que sentia
e só entenderam o que fazia.