Aprazimento
Devorei teu corpo em um momento silente e me fartei com os cheiros por te saber fugaz (teu corpo em dispersão gratuita me devolveu vestÃgios da espera que uma paixão contém). Devorei teu corpo e tateei tua lÃngua e me fiz pretérito como silvo, nitrido ou grito que por aqui passou (são tantos os desejos a povoar minha boca). Devorei teu corpo e tua mansidão e invejei teu nimbo e me instalei no caos (exponho-me em súmula vaidosa por me querer só teu). Devorei teu corpo e recolhi a voz, assim simplesmente, talvez à espera de teu sono enfim. Devorei teu corpo.