À guisa de alcanzia – I

Ao banhá-lo na penumbra, alcançou-me a certeza de sua pele ser um pergaminho. A espuma emoldurava-lhe o peito como caligrafia de poema que eu escrevia. Teu corpo (era assim, eu lhe asseguro) me ditava versos de um lullaby murmurado. Depois, só restaram rimas desconexas a ensaiar novos versos (agora de amor, eu sei) para você.

Os comentários estão fechados.