Exerça-se a vida, sem estardalhaços ou escárnio,
para fomentar silêncios e insuflar otimismos sem atalhos
(e seja em minudências, com vínculos e sem presunções).
Exerça-se a plenitude dos afagos
e que as vozes se dirijam para a misericórdia
de encontros, como abelhas, para a luz
(o pólen dos equinócios alimentará estorvados, descontentes e impedidos!).
Atinja-se a mansidão para o que passou e a determinação
para o que virá, com leis a premiar gestos pontuais de gratidão.
E que as simples pessoas se façam pessoas simples,
e se busquem amparadas
nos entreatos
e nas distâncias.
E, repetidamente, se fartem em cromatismos nos encargos.
Preencha-se com certezas a condição dos frêmitos
para dissolver retóricas desnecessárias,
e para que ventos impulsionem caravanas de gentis e
de cordiais em todas as direções.
Satisfaça-se a latitude dos sentimentos
e a longitude dos pensamentos
para a vontade se fortalecer.
Preencha-se o distraído de sabedoria, o álgido de compreensão,
o distanciado de parcimônia,
para o inevitável no tempo se cumprir.
Satisfaça-se a legião dos que avançaram pelo medo
e dos que recuaram pela indiferença.
E tudo se fará breve como foi
e, sem dores como poderá!