Ele se dizia amante de pássaros. Não desses reles pássaros de primavera, nem mesmo das hediondas (sic) aves de rapina. Questionado sobre quais pássaros lhe agradavam o espírito, revelou-me mansamente: os silenciosos pássaros da noite!
Tentava me recompor, quando o ouvi discorrer calmo sobre o grão-duque, que expulsa almas de mulheres mortas de parto, e as corujas que, penduradas pelos pés nas árvores, esconjuram malefícios e afastam feiticeiros e lamentos do coração.
Em sossego, lembrei-me, então, de Nyx a engendrar o sono e a morte, os sonhos e as angústias, a ternura e o engano, e a percorrer o céu, envolta num véu sombrio, sobre um carro atrelado com cavalos pretos. E, também, da noite enquanto purificação dos desejos, prometendo e preparando o dia: post tenebras, lux.
Ao fundo, ouvimos uma canção de ninar cristalinamente!