Reservou-me a escravidão um semblante hostil. Não menos aos meus senhores. O meu é o de um lobo cinzento a resgatar minha identidade primeira. O deles é um qualquer, apenas para lhes ratificar a decadência.
A palavra sai do pensamento dos sábios como a farinha da peneira, diz o Rig-Veda. Em tempos de fome no corpo, eis o meu único alimento.
O que não pude realizar, construo na imaginação com a ajuda de fadas. Na escuridão, cintilam palácios que, num instante, se fragmentam com os ventos.
O sol está morto e repousa no país dos espíritos. Renascer na Primavera é o seu único sonho.