Era uma vez um sapo de papelão e de chatices que gaguejava ao falar inverdades.
– Sei de tudo, sei mais do que imaginam!
E gaguejava tanto quanto as bolsas de valores oscilam.
A secreta esperança do sapo de papelão e de chatices era se tornar querido pela maioria dos habitantes do pântano onde vivia. Vez por outra, aceitava desculpas por não ter sido convidado para uma festinha animada de minhocas, ou se entristecia por ser convidado em cima da hora para o batizado dos filhotes de libélulas.
Decidiu então se inscrever em curso de como melhorar sua vida sexual, pensando em revolucionar o seu perfil de aceitação entre os habitantes do pântano. O que o sapo de papelão e de chatices não imaginava é que as aulas exigiam mais do que uma dieta rica em vitaminas e minerais e práticas de Liangong. Sim, o curso exigia perseverança, qualidade de alma considerada pouco nobre pelo sapo de papelão e de chatices.
Os anos se passaram, e o desprezível sapo continua a acreditar que sabe tudo, mesmo gaguejando, embora anseie por auroras e apenas consiga prazeres solitários!
Moral da história: não tem.