Presumíveis

Com voz estridente reclamou dos serviços públicos e da falta de apoio da categoria profissional. Exilou-se na casa de campo. Secou a reserva de vinhos da adega decadente e cortou a garganta com os vidros das garrafas quebradas.


Em seus lábios, o vermelho escancarava o perigo. Gláucia não tinha mais do que vinte anos, desperdiçados, fúteis. Exigia amor e a felicidade sonhada. Intolerante para com a lerdeza da vida, acelerou seus passos e não viu o vermelho do semáforo.


Dionino necessitava se afastar da atmosfera pestilenta da vida familiar, repetia insistentemente. Após viver um ano em uma pensão barata, abriu o gás e se deitou com solenidade.

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