Alfinete, cabelo
Antônimo da verdade para gravar jamais na pedra.
Fumei a vida, traguei os sonhos
queimei
de tarde
o dia
Com dedos menores que a sombra dos teus pêlos
brilhando névoas
enfim
Silêncio em tudo
e aqui
O pensamento corrói e não viceja
nem depois
Quero acertar ou aceitar?
Dos brilhos do neon
de não
de nem
Falar de mim e selar verdades:
ver
dados
então respiro rejeições repetidas
– continua à espera
em tudo e depois
ou alfinetes
ou cabelos?
Apenas sei do amor
que trago alfinetado
dos cabelos que
mostro no bordado.