Anatomia

No meu peito,
os ossos não sabem o que querem:
ora se esticam em liberdade,
ora se arredondam a me abraçar.
Nele se abrigam nomes pitorescos,
cartilagens e processos
que teimo em esquecer
desde os tempos de escola.
Não se iludam, porém. Apesar da simples paisagem,
no meu peito
mora um coração
que se contrai e se expande com zelo
a me infundir coragens
e a celebrar cordialidades.

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