Convido palavras para celebrar instante de visível poesia.
Assomam desordenadas:
crianças à espera de reconhecimento, de mérito.
Tão frágeis, tão curiosas,
tão inquietas.
Num emaranhado de cipós, se alternam,
me prendem, se espalham belas e precárias.
E, vicejam qual anônimas floradas simples,
doces na matéria,
prazerosas no estar.
A escrita cheira a mato.
É nuvem de outros tempos,
de outras latitudes de mim.