(da série Monólogo interior)
Em cada paisagem, esbocei vagos desamparos e reuni entusiasmos consistentes para os que me cercavam. A lembrança do sol se fez permanente em minhas retinas. Inoportuno como saudar e não ter resposta. Somente uma impressão. O tempo passou por meu rosto, delicados poemas morreram no ar. Nada mais. Aferir decepções, para quê? Viver plenitudes foi o pacto para com a vida, para com a minha vida. Em cada silêncio insisti em dizê-lo. Dispensei rascunhos, aprofundei-me em vida e retornei aos domingos de chuva