Há sonhos
Há sonhos trancafiados entre loucos, íntimos de constelações, avessos a disciplinas. Deles guardo a silhueta oscilante, improvisada. Há sonhos que partiram com a morte e de que restou apenas uma foto e um bilhete impreciso. Há sonhos retidos nos cantos de minhas unhas à espera da passagem dos bocejos frente a um discurso vazio. Há sonhos sem explicitar intenções e a se revestir de fugacidades. Em todos eu existo como parte de um ofício.