Quando eu era papel sonhei com mãos prudentes a tecer histórias que o tempo dispersou. Quando eu, ainda, era flores de laranjeira só o vento escreveu em minhas sombras. E, desde então, bastou-me o tempo e o vento para recordar o que não tive. O sonho se alojava em meus olhos a fomentar o imprevisível. No corpo uni os pontos a mim ofertados, para completar o desenho do homem desconhecido. Quando eu era mistério costurei a solidão do cosmo. Uma noite sem pressa para adormecer.