Desnudar-se

Minhas vistas são bemóis
e acalantos que adormecem
a pressa em
entender-me e ao Pai.

Minhas fomes são auroras
irisadas,
anônimas, vulgares
a isolar tardios arrependimentos.

Meus silêncios são
de losna e de baunilha
e coroam e submetem
a vontade de gritar.

Meus cheiros são
veludos asfixiantes ao
toque ou passamanarias fúnebres
a desafiar minhas vontades.

Meus dedos tateiam
distâncias e nuvens
e sempre penso que
haverá mais.

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