Literatura explícita
O grupo de amigos, intelectuais e especialistas, reflete sobre a produção literária do ano que termina. Em resumo, a avaliação final se mostrou algo previsível. O primeiro posto, é claro, ficou para uma boa e saudada reedição. No quesito popular, venceu a produção marginal da periferia, descartadas as escatologias glamurizadas.
Estranhamente, surgem longo comentários sobre um jovem poeta, estilo de composição um tanto deslocada entre livros básicos e sucessos editoriais.
Comentou-se e analisou-se trechos da obra de cada um dos autores.
Após a generosa aula de literatura, confirmei o que sempre soube: o parecer da mídia e dos críticos profissionais é sempre chata e transforma o ato de ler numa somatória de novidades e de apelo comercial.
A boa literatura se faz com criatividade, boas doses de entretenimento e, acima de tudo, compromisso com o Belo.