Arquivo de dezembro de 2005

16 de dezembro de 2005

Arquivo

Busquei-te as mãos e aconcheguei solidões e mistérios. E espreitei palavras, as mais simples e pálidas, e suportei a dor. Para as feridas de ausências, tua voz se fazia bálsamo e, para mim, bastava. Assimilei regras, descartei papéis e eliminei a imensidão de gestos. Desta vez, o silêncio será pousada e alquimia para abreviar vazios e ampliar o tempo das colheitas.

15 de dezembro de 2005

Wrinkled landscape

A tristeza é pedra oculta, irrevogavelmente ancorada na escuridão dos desejos. Célere, apenas a dor a desagüar no coração. Sem banir as lágrimas, jamais entenderei a anatomia da tristeza.

Previsível

Dediquei-lhe palavras com finas gradações luminosas, puras e emocionadas, que reverberavam plenas até mesmo diante de sua lembrança. Minhas palavras silenciaram. São as marcas da época.

11 de dezembro de 2005

Aviso

Alguns posts comportam comentários. Outros, não. Tanto que são eliminados na possibilidade. Como alguns eventos na vida.

9 de dezembro de 2005

De volta para casa

(para L.)

Desde a silhueta gelada de Aisenach, meu coração insiste em rever poemas e descobrir paisagens em seus gestos.