Questionamento
No jardim, observo as pedras: minerais de matéria inerte, morta. Logo adiante, despontam plantas vivas a transformar o mineral em substância dinâmica e a realizar trocas gasosas. Pelos cantos do jardim, minhocas, borboletas e gatos se expandem, se contraem, respiram, caminham livres, segundo preferências e aversões, simpatias e antipatias. Enquanto caminho, sei-me competente para me perceber e para refletir. Explicito escolhas e vontades, mantenho a postura ereta em um corpo que é instrumento de liberdade. Sou capaz de dizer eu.
Afinal, o que me impede de exercer a plenitude?