À distância, aqui perto, enfim
EquÃvocos margeiam o Tejo. As águas acenam palavras e ressoam incertezas e perplexidades, os pulsos da alma. Palavras explicitam, palavras esvaziam, palavras mascaram. Eu silencio pelos tempos, pelas estações, sem fôlego para repetir: nada sei. Eis-me de volta ao frágil ofÃcio de tecer o invisÃvel, de preservar a luz e de requestar a paz. Ao Tejo cumpre fluir inapelável como a vida.