Equívocos margeiam o Tejo. As águas acenam palavras e ressoam incertezas e perplexidades, os pulsos da alma. Palavras explicitam, palavras esvaziam, palavras mascaram. Eu silencio pelos tempos, pelas estações, sem fôlego para repetir: nada sei. Eis-me de volta ao frágil ofício de tecer o invisível, de preservar a luz e de requestar a paz. Ao Tejo cumpre fluir inapelável como a vida.
Arquivo de fevereiro de 2006
À distância, aqui perto, enfim
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006Cântico (em desespero)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006Soletrar vozes e
desdobrar-se em mil:
verbo fácil
faz constância, faz regência
sem absolvição.