Escrever é um aprendizado difícil para quem se calou tanto tempo. A coreografia das letras deixa rastros inseguros e denuncia presença e ruídos. O silêncio embotou os dedos, mas ampliou a escuta. Alinhavo desconexo os segredos que ouvi.
Arquivo de março de 2006
Zen – II
sábado, 18 de março de 2006Zen – I
sábado, 18 de março de 2006Naquele momento, pedaços daquelas palavras forjaram gaiolas. O pássaro era eu.
Mattock on earth
terça-feira, 7 de março de 2006Emprestei meus olhos para a noite e, nas trevas, admirei-lhe enternecido a silhueta: ágil, imprevisível e desapegada. Pensei em lhe falar sobre os mistérios da luz antes que o tempo passasse. Não pude. Em segundos, você atravessou os sombrios limites da paisagem e deixou vazio os meus olhos da noite. Desde então, eles permanecem sós
Miniature silencieuse – II
sábado, 4 de março de 2006Pela fresta do porão da casa do anjo em que habito, avisto uma laranjeira em sua varanda. Seus frutos bailam na luz e se expandem indiferentes
Antes tarde…
sábado, 4 de março de 2006Enterrei carinhos nas areias do mar profundo,
reuni anseios e os dispersei no vento,
incendiei memórias com distâncias e certezas,
caminhei em direção oposta a mim.