Da arte de compor a vida

Segura-se a palavra com enlevo ainda que precário, enquanto os olhos passeiam pelo ar, piscando breves, arfando em sentinela com carinho sorrateiro. Uma nuvem se fará imóvel e discreta, e o convite para mergulhar na escuridão absurda amordaçará desejos e receios. No iminente, a oficina lapidará sem lógicas. Aos olhos sonolentos, a impossível gramática desenhará parágrafos imprecisos e intermináveis. Depois, bem, depois restará embalar rascunhos e contornos antes da vida espantar o sonho, que é pesadelo para quem não se arriscar.

Um comentário para “Da arte de compor a vida”

  1. Heleida disse:

    Ainda bem que li antes que a vida espantasse o sonho. Adoro sonhos, contornos e rascunhos. Gostei do que vi.Parabéns Moacyr e Eric, pelo novo espaço.

  2. Eric disse:

    Obrigado pela visita, Heleida.