Da arte de compor a vida
Segura-se a palavra com enlevo ainda que precário, enquanto os olhos passeiam pelo ar, piscando breves, arfando em sentinela com carinho sorrateiro. Uma nuvem se fará imóvel e discreta, e o convite para mergulhar na escuridão absurda amordaçará desejos e receios. No iminente, a oficina lapidará sem lógicas. Aos olhos sonolentos, a impossível gramática desenhará parágrafos imprecisos e intermináveis. Depois, bem, depois restará embalar rascunhos e contornos antes da vida espantar o sonho, que é pesadelo para quem não se arriscar.
Ainda bem que li antes que a vida espantasse o sonho. Adoro sonhos, contornos e rascunhos. Gostei do que vi.Parabéns Moacyr e Eric, pelo novo espaço.
Heleida 9 de abril de 2006, às 0:19Obrigado pela visita, Heleida.
Eric 10 de abril de 2006, às 12:59