Última cólera

Não a do Senhor no Éden, dos antigos
testamentos aramaicos
nem a da areia revolta
em desconhecidos saaras
inflamando olhos e
a horizontalidade de minha solidão.
Mas a que plasmou sozinha
a vontade de fugir de
biografia de fogo, instintos e verões
– creio-me liberto dos ecos do vale –
ou do aceno frágil de saudades
do que poderia ser. Agora solene
cada vez mais nota de rodapé.

2 comentários para “Última cólera”

  1. Mininim disse:

    Moacir, andas mundando de site po demais, és um cigano na net. rsrsrsrs.

    Abraço.

    Mininim

  2. Moacyr disse:

    Acertou em cheio, Mininim. Abraços do cigano.