Arquivo de junho de 2006

26 de junho de 2006

Músicas de Júlio Kaplar

Júlio Kaplar, além de ser o maestro húngaro predileto dos autores desse blog, é compositor, arranjador, letrista, violonista, pianista e cantor. Sueli Ogawa é cantora e diva. As composições do maestro, na voz dela, vocês podem ouvir aqui.

Menino e as Pipas

Música: Júlio Kaplar
Letra: Eric Boer Nielsen
Violão: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa


Cheiro de baunilha no ar
Conchas do verão
Como quando se diz
Tudo vai passar
Pelo coração
Letras de giz
Sonhos de aniz
Voar como um dragão
Buscar calor na emoção…

Menino venha brincar
Com pipas passear
Correr, andar
Um castelo avistar
Menino vai brincar
Sair no mundo e dizer
Ouvir falar
O arauto do rei
Menino vai brincar
Belas imagens trazer
E o coração acender

Pipas coloridas no azul
Bolhas de sabão
Como quando se diz
Tudo vai fluir
Pelo coração
Eu quero sim
Só para mim
Depois deixar no chão
Outro calor, outra emoção…

Presente

Letra e música: Júlio Kaplar
Piano: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa


Abrir uma caixinha nova
Estar em companhia tua
Ouvir uma historinha amena
Sentindo os dois pés na lua

Vivemos um total encanto
Perdão por ser assim sincero
Não vemos o passar do tempo
Que bom é ter você por perto

Marcados já estamos
Quem mais há de dizer
Bem sabes que te amamos
Prazer te conhecer

O presente é alegria
Emoção, vitalidade
Pra sentir todos os dias
Agradeço a amizade

Canção

Poema de Cecília Meireles
Música: Júlio Kaplar
Piano: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa


Nunca eu tivera querido

Dizer palavras tão louca:

Bateu-me o vento na boca,

E depois no teu ouvido.

Levou somente a palavra
Deixou ficar o sentido

O sentido está gravado
No rosto com que te miro,
Neste perdido suspiro
Que te segue alucinado,
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado.

Nunca ninguém viu ninguém
Que o amor pusesse tão triste
Essa tristeza não viste,
E eu sei que ela se vê bem…
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos, também…

24 de junho de 2006

Escória do tempo

não é anemia
não é preguiça
a diluir
parece obstinação
espasmo
desatento
mas não é
decompor
desdobrar
sublinhar
por mais que eu tente
não é cansaço
a me interromper
a me dividir
a gelar a alma
no tempo injusto
a zombar de mim

18 de junho de 2006

Envelhecer - 36

Aprende que ficar em silêncio, Asyd, é não ter nada nos lábios nem na mente.

Amoralva

Espero que os amigos apreciem esta bela página de poesia e cultura.

17 de junho de 2006

Infância

A minha primeira emoção perfume foi o Papier d’Arménie. E pensar que que Auguste Ponsot, em 1895, queria apenas resgatar a lembrança de sua viagem para a Armênia.

16 de junho de 2006

Caligrafia luética

Ao amanhecer
preservar fórmulas de cristalinos venenos
improvisar lutas em silenciados escombros
tramar solidões para refinados epitáfios.
Ao anoitecer
expor lutas em silenciados epitáfios
planejar fórmulas para refinados venenos
construir solidões de cristalinos escombros.

Envelhecer - 35

Torne-se forte aprendendo a sorrir, Asyd.

8 de junho de 2006

Olho para o lago com um espelho na mão

– Olá, vim decorar este lugar.
– Ah, você é decorador?
– Não, sou o elemento decorativo.