Fenecer qual águia
Aprendi a reconhecer o infinito ao naufragar em teus braços desassossegados e rompi serenidades ao beijar-te o pescoço. Porque naqueles instantes eu sabia te amar diminuto e transparente como chuva a lavar vidraças anônimas. Beijei-te as mãos sem tempo e devorei sem pedir teus dedos em derradeira sanidade. Porque era impossível simplesmente contemplar teu ventre sem fúria, impregnei sonhos atordoados com tua saliva e o meu futuro com o sal de tua pele. Teu suspiro leve e os desejos urgentes alternaram pulsos e sobressaltos em minha carne arrebatada. Fartei-me no efêmero e reuni memórias de luz para os tempos de solidão a silenciar meus olhos e o que restar.
Achei interessante
adna 24 de outubro de 2006, às 0:45Olá.
mist 3 de fevereiro de 2007, às 12:59Gostei muito. De uma delicadeza incrivel. Fez-me sonhar e voltar ao passado, numa altura da vida onde eu fui realmente feliz. Por este breve momento de alegria… Parabéns!