Fragmento - I
A cada gesto descubro em tuas mãos o insondável de tantas vésperas de mim, de trilhas e alinhavos emudecidos, de contemplações transbordantes de silêncios. Eu que não sei de mim, insisto em reconhecer-me em tuas mãos. Nos arcos pairam segredo. No conjunto, beatitudes e inocências. Ardo embaraçado frente a tantos mistérios e desenho tua presença em minha memória. Teus gestos, contudo, esboçam um tempo fértil de tramas e urdiduras para além de todos nós.
Muito lindo, Moacyr!
Nilza 8 de agosto de 2006, às 14:54