Fragmento - I

A cada gesto descubro em tuas mãos o insondável de tantas vésperas de mim, de trilhas e alinhavos emudecidos, de contemplações transbordantes de silêncios. Eu que não sei de mim, insisto em reconhecer-me em tuas mãos. Nos arcos pairam segredo. No conjunto, beatitudes e inocências. Ardo embaraçado frente a tantos mistérios e desenho tua presença em minha memória. Teus gestos, contudo, esboçam um tempo fértil de tramas e urdiduras para além de todos nós.

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  1. Muito lindo, Moacyr!

    Nilza

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