
grass·hop·per
s. ’saltador de grama’.
etim. de grass ‘grama’ + hopper ’saltador’, do v. to hop ‘pular, saltar’.

grass·hop·per
s. ’saltador de grama’.
etim. de grass ‘grama’ + hopper ’saltador’, do v. to hop ‘pular, saltar’.
Ouvi absurdos de uma “professora de psicologia” que me inspiraram a pesquisar e transcrever o texto abaixo. Antes do texto, os absurdos. Ela diz que quem fala muitas palavras como “verdadeiramente”, “claramente”, “fortemente” etc. merece desconfiaça, pois pode ser uma pessoa que mente. (rife de bateria) Ela também diz que podemos interpretar mais profundamente (ops!) palavras como “mediador”, “administrador”, “intermediador” etc. entendendo-as como “aquele que media a dor”, “aquele que administra a dor” e assim por diante. (rife de bateria) Num comentário breve, ela comenta que o substantivo “prenda” vem do verbo prender, e que a gíria “prenda”, que no sul significa “menina”, pode estar relacionada com o fato de as meninas ficarem presas em casa. (rife de bateria) Ela também disse, ao interpretar um filme onde um dos personagens era eletricista, que ele escolheu essa profissão pois seu desejo era de ter um filho e, portanto, dar à luz! (rife de bateria)
Prenda × prender
O substantivo prenda se origina do latim imperial pignóra, que dá origem também ao vocábulo penhor em português. Pignóra, por sua vez, deriva do latim pignus, -oris, -eris, termo juridico significando ‘garantia dada pelo devedor ao credor’ e, na língua comum, ‘garantia, penhor, prova, segurança’. No português, o substantivo prenda dá origem ao verbo prendar e ao adjetivo prendado.
O verbo prender é derivado do latim prendo, significando ‘tomar; segurar; apanhar em flagrante; atingir; apreender, compreender’.
O substantivo prenda e o verbo prender, portanto, não possuem a mesma origem e não estão relacionados etimologicamente.
Sufixo -mente × mentir
O sufixo -mente, formador de advérbios, se origina do latim mens, mentis, que significa ‘espírito, alma, razão, sabedoria’. O substantivo português mente é derivado deste mesmo vocábulo latino. No latim vulgar aparecem locuções modais como fortemente, significando ‘de alma decidida’, e bona mente, ‘com boa vontade’, de onde se origina a utilização deste vocábulo como sufixo.
O verbo mentir se origina do latim mentire, do verbo mentior, -itus, que significa ‘mentir, faltar à verdade, prometer falsamente, enganar, fingir’.
O sufixo -mente e o verbo mentir, portanto, não possuem a mesma origem e não estão relacionados etimologicamente. Alguém que diz “verdadeiramente” não embute nesta palavra a idéia de mentira. Pode-se dizer, se é para dar algum significado ao sufixo -mente nesta palavra, que se origina de ‘espírito, alma, razão, sabedoria’ ou do que entendemos pelo vocábulo português mente. Quando me expresso “verdadeiramente”, quero dizer que me expresso com a alma verdadeira, mas não que sou alguém que mente no verdadeiro, ou coisa parecida.
Sufixo -dor × dor
O sufixo nominal -dor deriva do latim -tor, -toris, com a noção de ‘agente, instrumento da ação’. Este sufixo se apresenta em substantivos portugueses formados principalmente no próprio latim, com as formas -ador, -edor e -idor.
O substantivo dor deriva do latim dolor, -oris, que significa ‘dor física, sofrimento corporal, tormento, inquietação, ira, raiva’, formado a partir do verbo doleo, -ui, -itum, ‘doer, sentir dor, sofrer (física e moralmente)’.
Portanto, o sufixo -dor e o substantivo dor não possuem a mesma origem e não estão relacionados etimologicamente. Ou seja, mediador é um agente da ação de mediar e não alguém que “media a dor”. Um computador é um instrumento da ação de computar e não algo que “computa a dor”; nem tampouco é estar com uma dor aguda (o que, dito numa conversa de bar, claramente é uma piada).
Eletricista × dar à luz
Segundo o prof. Pasquale Cipro Neto, em sua coluna Inculta e Bela, a expressão “dar à luz” é equivalente a “dar ao mundo”, “entregar ao mundo”. Escreve ele (atenção às crases):
Desse modo, o que se faz é dar uma criança ao mundo, à vida, à luz. Não se dá luz à criança; dá-se a criança à luz, ao mundo, à vida. O dicionário “Aurélio”, curto e grosso, diz simplesmente que “dar à luz” é “parir”.
Moral da história: a mulher dá à luz um bebê; não dá a luz a um bebê.
O eletricista, por sua vez, é o especialista em eletricidade, aquele que trabalha em aparelhos elétricos. Para nos aproximar da idéia de luz, façamos uma limitação do conceito de eletricista para aquele que trabalha com a entrega da eletricidade e, como a maioria das fontes de luz artificiais que utilizamos são elétricas, limitemos ainda mais para aquele que trabalha com a entrega de luz. Ora, a mulher que dá à luz entrega o bebê para a luz, para o mundo. O eletricista, por outro lado, pode entregar a luz para o mundo e para o bebê. Portanto, alguém que escolhe ser eletricista, não pretende dar à luz, mas, no máximo, dar a luz. (Puxa, como uma crase pode fazer tanta diferença!)
O ato de enviar, em latim, se diz mittere, missum. Da posterior substantivação, resultou-nos mensagem, comunicação ou notícia.
Um Arcanjo foi incumbido de anunciar o nascimento do Filho à Virgem. Seu nome era Gabriel que, em hebraico, quer dizer mensageiro.
E, desde então, anjos continuam a trazer outras mensagens de amor do Superior Incógnito, despertando nos que ouvem fortuna e sabedoria interiores.
Gabi, parabéns pela data!
Em latim, se dizia verbena (planta associada à guerra e à paz). Em língua tupi, cambará (caá = folhas, mbara = de várias cores). E surgem analogias sonoras: verbo, verve, verberar, verbena.
Também entre os humanos, há os que persistem no uso da palavra para a defesa dos ideais e causas sociais. O verbo verbera com verve.
A chamada erva-de-ferro insiste na floração por meses, exatamente como fanáticos e entusiastas se esgotam no rígido apego às doutrinas.
O vocábulo fruta vem do verbo latino fruor (“ter à disposição, usufruir de”), decorrendo encontrar prazer, deliciar-se, desfrutar.
O vocábulo deriva do lat. hospes, -itis, designando tanto o anfitrião, aquele que recepciona o convidado, quanto o convidado, o visitante. Antigamente, também em português, hóspede era tanto a pessoa que oferecia hospedagem como a que recebia tal hospedagem. Significa também estrangeiro, pessoa que vem de outras terras.
Hospes deriva da raiz pa (alimentar), assim como pasco (alimentar, suprir com alimento, pastar os animais), pabulum (alimento, nutrição, pasto), Pales (a divindade tutelar dos pastores e criadores de gado), panis (pão), pastor (pastor, de gado ou de almas), pater (pai).
Na mitologia grega, de Zeus procedem as leis universais que regulam o curso de todas as coisas, sob influência de forças ainda mais atávicas que ele próprio. O deus sabe e vê tudo, o futuro assim como o passado. Além de decretar a direção do mundo, Zeus é autor e conservador de toda a ordem na vida dos homens. Ele vela pela justiça e pela verdade, fundamentos da sociedade humana. Particularmente, é o deus que guarda a santidade do juramento, o defensor das leis da hospitalidade e de outros direitos e deveres dos homens.
Angústia deriva do lat. angustia, -ae, do verbo angor, -oris. O vocábulo latino significa estreiteza, limite, restrição, opressão, também designa escassez e é definido como um estado momentâneo. Observe que angústia tem algo em falta, e pode atingir o peito. Angina pectoris (em português “angina do peito”, em lat. angor pectoris) é o termo médico que significa dor no peito, segundo a medicina, causada pela pouca irrigação de sangue do músculo do coração.
Ansiedade deriva do lat. anxietas, -atis e é formado a partir de ânsia, do lat. anxiam. Desejo ardente, inquietação, preocupação. Em latim, se define este como um estado permanente.
Abraço: s.m., oferta irrecusável.
Amigo: s.m., quem insiste em nos querer bem.
Amargo: adj., no fundo, o que nos trava a espontaneidade.
Chave: s.f., abracadabra portátil.
Fumaça: s.f., o adeus da fogueira.
O uso indiscriminado de asteróides poderá produzir nova geração de atletas desastrados! hehehehehehe!
O vocábulo deriva do lat. refectio, -onis — refeição, restauro, reparo, recuperação –, por sua vez formado a partir do verbo reficio, -feci, -fectum — refazer, restaurar, renovar, reconstruir, reparar (tanto o corpo como a mente) etc. –, composto de pref. re- e facio, fazer. Uma refeição é portanto uma re-feitura, e realizá-la é se refazer, se restaurar.
Restaurante deriva do fr. restaurant, significando, desde o séc. xvi, caldo de carne com qualidades reparadoras. A partir de 1765, restaurant (ou maison de santé) passou a designar o local onde o caldo era servido. Restaurant deriva do verbo restaurer, formado a partir do lat. staurus, por sua vez derivado do gr. stauros — barra ou estaca ereta — e do sanscr. sthavaras, firme. Estes vocábulos são procedentes da raiz indo-européia sta, estar de pé, assim como o verbo português estar.
Assim, a refeição, se refazer e se restaurar, renova a posição ereta, de estar.