O ferreiro se alojava num canto da praça e se desdobrava de amor pelo ferro obediente. Na neve, cinzelava a tradição, atropelava o silêncio e o meu olhar sobre a Turíngia. Um menino velho com força desde a raiz dos braços, gostando apenas de se tatuar com fogo. E, como menino, continuava no canto da praça.
Memórias de Eisenach
7 de julho de 2006Músicas de Júlio Kaplar
26 de junho de 2006Júlio Kaplar, além de ser o maestro húngaro predileto dos autores desse blog, é compositor, arranjador, letrista, violonista, pianista e cantor. Sueli Ogawa é cantora e diva. As composições do maestro, na voz dela, vocês podem ouvir aqui.
Menino e as Pipas
Música: Júlio Kaplar
Letra: Eric Boer Nielsen
Violão: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa
Cheiro de baunilha no ar
Conchas do verão
Como quando se diz
Tudo vai passar
Pelo coração
Letras de giz
Sonhos de aniz
Voar como um dragão
Buscar calor na emoção…Menino venha brincar
Com pipas passear
Correr, andar
Um castelo avistar
Menino vai brincar
Sair no mundo e dizer
Ouvir falar
O arauto do rei
Menino vai brincar
Belas imagens trazer
E o coração acenderPipas coloridas no azul
Bolhas de sabão
Como quando se diz
Tudo vai fluir
Pelo coração
Eu quero sim
Só para mim
Depois deixar no chão
Outro calor, outra emoção…
—
Presente
Letra e música: Júlio Kaplar
Piano: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa
Abrir uma caixinha nova
Estar em companhia tua
Ouvir uma historinha amena
Sentindo os dois pés na luaVivemos um total encanto
Perdão por ser assim sincero
Não vemos o passar do tempo
Que bom é ter você por pertoMarcados já estamos
Quem mais há de dizer
Bem sabes que te amamos
Prazer te conhecerO presente é alegria
Emoção, vitalidade
Pra sentir todos os dias
Agradeço a amizade
—
Canção
Poema de Cecília Meireles
Música: Júlio Kaplar
Piano: Júlio Kaplar
Voz: Sueli Ogawa
Nunca eu tivera querido
Dizer palavras tão louca:
Bateu-me o vento na boca,
E depois no teu ouvido.Levou somente a palavra
Deixou ficar o sentidoO sentido está gravado
No rosto com que te miro,
Neste perdido suspiro
Que te segue alucinado,
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado.Nunca ninguém viu ninguém
Que o amor pusesse tão triste
Essa tristeza não viste,
E eu sei que ela se vê bem…
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos, também…
Escória do tempo
24 de junho de 2006não é anemia
não é preguiça
a diluir
parece obstinação
espasmo
desatento
mas não é
decompor
desdobrar
sublinhar
por mais que eu tente
não é cansaço
a me interromper
a me dividir
a gelar a alma
no tempo injusto
a zombar de mim
Envelhecer – 36
18 de junho de 2006Aprende que ficar em silêncio, Asyd, é não ter nada nos lábios nem na mente.
Amoralva
18 de junho de 2006Espero que os amigos apreciem esta bela página de poesia e cultura.
Infância
17 de junho de 2006A minha primeira emoção perfume foi o Papier d’Arménie. E pensar que que Auguste Ponsot, em 1895, queria apenas resgatar a lembrança de sua viagem para a Armênia.
Caligrafia luética
16 de junho de 2006Ao amanhecer
preservar fórmulas de cristalinos venenos
improvisar lutas em silenciados escombros
tramar solidões para refinados epitáfios.
Ao anoitecer
expor lutas em silenciados epitáfios
planejar fórmulas para refinados venenos
construir solidões de cristalinos escombros.
Envelhecer – 35
16 de junho de 2006Torne-se forte aprendendo a sorrir, Asyd.
Olho para o lago com um espelho na mão
8 de junho de 2006– Olá, vim decorar este lugar.
– Ah, você é decorador?
– Não, sou o elemento decorativo.
Universal
28 de maio de 2006Confiram três novos links: um em ladino, um em castelhano e outro em galego. Divirtam-se!