Aquarela - 2
Do mestre em caligrafia ganhei ofÃcio e palavras. E elas pediam mansidão, horizontes, tenacidades e silhuetas de futuros. Soavam amanhecidas como regatos e migravam livres nas ondulações do mar. Ali, as palavras se salgaram e fizeram meu corpo aspirar plenitudes e memórias. De aroma e dos contornos fartei o espÃrito que se rompeu como o pólen no despertar de um verão. As palavras se tornaram companheiras e, hoje, dançam em meus gestos e se aconchegam fiéis em minhas mãos ainda que a música se cale.